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Rita

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SOU CONTADORA DE HISTÓRIAS!
EU GOSTO DE INVENTAR!

Muitas leituras e muito, muito trabalho.

Vou juntando palavras pelo caminho. Elas são pedacinhos de vontades teimando em existir.
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 Oláaaaaaaaa!  Tudo azul?

 
QUE BOM QUE VOCÊ VEIO!
Entre!!! Fique à vontade!
 
Deixo para você meu abraço encantado :) 
 
 
Compartilhando alegrias -

 
 2a. Edição do meu livro -  A MÁGICA DA FLAUTA,

http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheProduto.aspx?IDProduto=1084#Detalhes

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Era uma vez 1,2,3... Acordando Histórias

O Encontro apresentará brevemente o universo da Literatura Infantil e suas possibilidades, introduzindo o participante no ato de contar histórias, com algumas técnicas de contação e sugestões para repertório.

Quando? 18/07/2009 - sábado

Horário - Das 9h30 às 13h30

Local - Próximo ao Metrô Tucuruvi – SP

GARANTA SUA VAGA!
 
 
 
 
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Rita Nasser * Todos os direitos reservados.

Faço FESTA com as palavras. Estou em constante processo de criação. Mais de 50 histórias para publicação. Quando escrevemos respiramos, sonhamos, vivemos palavras. Todos sonham, é fato. Só os poetas acordam as palavras.
June 14

POR QUE CONTAR HISTÓRIAS

Contar histórias é mais importante que tudo.

 

Elas não podem e não devem servir só para ensinar.

As histórias deveriam ser contadas para encantar apenas.

E  neste "apenas"  cabe todo o mundo dentro!

 Rita Nasser  

 
June 13

UM POUCO DE TUDO

 
Um pouco de Fernando Pessoa:

Para ser grande, sê inteiro: nada
teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és
No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.                   

***********

O que faço com tanta poesia

Entalada na garganta?

- Canta, canta, canta!

 

(eu)

***************

 

   P o e m i n h a    d o    C o n t r a

Todos esses que aí estão
atravancando meu caminho,
eles passarão...
eu passarinho!

Mário Quintana

***************

 

April 03

FALARES E PENSARES

 

Eu penso muito na desmotivação do leitor.

Particularmente não gosto da expressão FORMAR LEITOR.

FORMAR assemelha-se a enformar, pôr na forma.

Eu penso em encantar, desabrochar leitores.

Há bem pouco tempo resolvi usar outras formas de “lançar” minhas histórias: Contando ou apenas lendo para crianças e adultos, enviando para amigos, colocando em sites que considero bons,  enfim à minha moda.

E a partir daí comecei a enxergar meus leitores.

Descobri uma coisa boa também: Tem muita gente que gosta de ler.

Gente simples que aprecia tanto um bom texto como uma frase carregada de emoção.

Gente que sente o texto. Respira fundo, suspira, sorri ou ri, enxuga uma lágrima, meio discretamente.

Gente que pode até nem conhecer uma biblioteca e que talvez não compre livros.

O livro é o sonho, a meta do escritor, com certeza.

Mas a não publicação não pode e não deve destruí-lo.

A vontade de escrever é maior e rompe as amarras do desânimo.

Aqueeeeeeeela criança que sempre gostou de ouvir histórias, talvez comece a ficar desmotivada quando na própria escola não encontra liberdade para ir à biblioteca e “abraçar” o que quiser ou ainda, quando encontra a porta trancada.

* Esta semana  “reencontrei”  nas esquinas virtuais uma amiga de infância que hoje mora "do outro lado do mundo",  no Japão.

Sabe o que ela me disse?  Se eu me lembrava de um livrinho de história da nossa infância, com a ilustração de  duas velhinhas. (...) 

Ela ficava pensando que nós duas éramos as duas velhinhas... rsrsrsrsr

Imaginem!

Eram tantas as coisas que íamos lembrando, mas as histórias estavam muito bem guardadas na nossa mais tenra infância  e sentimos carinho e saudade,  uma coisa inexplicável.

 

 Rita Nasser 03/04/2007

 

January 08

DESTRAVA A FALA

 
* Estou criando minha versão do trava-línguas  e seu nome é:
 
 
  DESTRAVA  A  FALA
                                                      
 
ENGARRAFAMENTO
 
 
EUGÊNIO NO BANCO DE TRÁS DO CARRO,
NO TRÁFEGO ENGARRAFADO,
TEM MIL SONHOS ENGARRAFADINHOS.
 
 
QUEM DESENGARRAFAR UM PENSAMENTO
SERÁ O MELHOR DESENGARRAFADOR DE IDÉIAS GENIAIS.
 
 
E ESCREVERÁ EM LETRAS GARRAFAIS:
EU GÊNIO!
 
************
 
PROBLEMAS
 
                                                                              
PRIMO PLÍNIO
TINHA  PROBLEMAS,
NO PLURAL.
 
PALAVRAS,
PLACAS,
PLANTAS,
TUDO BEM.
 
MAS  O  PROBLEMA DO PRIMO PLÍNIO
ESTAVA COM PORTÕES E COM CÃES,
ELE MORRIA DE MEDO DE CACHORRO.
 
 
 

ERA UMA VEZ...

 

 Textos Originais com registro  na FBN

 

No meio do caminho tinha um cachorro.
 
Tinha um cachorro no meio do caminho...
                             
 
 
PÃO COM MANTEIGA
 
Toda as manhãs, quando Francisco ia para a escola, ele saía atrasado mastigando seu pão com manteiga. Com muita manteiga.
E sempre era seguido por um vira-lata.
O fiel companheiro sabia que a última mordida do pão estava garantida e abanava o rabo feliz em agradecimento. Depois seguia o menino até a porta da escola e então cada um ia para o seu lado.
Assim se passavam os meses, até chegarem às férias, quando Francisco viajou.
De volta para a escola, Francisco  não viu mais seu amigo latidor.
Triste, o menino caminhava de cabeça baixa...
Então ao contar para um amigo sua história, soube da possibilidade do cachorro ter sido pego pela “carrocinha”.
Os dois amigos foram procurar o tal Centro de Zoonoses e chegando lá foi uma baita surpresa! Tinha cachorro de todo jeito: Preto, branco, pintado, malhado, amarelado, sujo, limpinho, feio, de raça, grande, pequeno, novo, velho, bravo, mansinho,  quieto e latidor.
Mas... A maioria deles  estava muito triste.
Como encontrar o seu companheiro sem nem ao menos saber seu nome?
Francisco deu voltas e mais voltas, e não achava o “seu”, no meio de tantos.
Aí teve a maior sorte, olhou na mochila e ainda havia lá no fundo um pedacinho de pão com manteiga. Pegou o pão, levantou bem alto e ia passando perto das telas que separavam os animais.
Muitos chegavam perto, farejando e pedindo para sair dali, mas nenhum era o que ele procurava.
Cansado de tanto procurar pelo cachorro o menino estava quase desistindo quando de repente...
Francisco arregalou os olhos e um deles levantou as orelhas.
 - ACHEI!
 
Depois das vacinas foram para casa, felizes.
Porque daquele dia em diante Rodolfo teria um nome, uma casa e um menino para brincar.
E muito pão com manteiga..

 

**********************************************************************************************************************
 
I       
ROMÃO
  
Meu nome é Romão.
“Ro” por causa do meu avô Roberto e “Mão” por causa do meu avô Simão.
Acho que é por causa do meu nome que eu adoro mão.                   I
As paredes aqui de casa estão cheias de mãos, meu caderno de desenho tem mão de todo jeito. I
Quando não estou brincando com meus amigos a minha maior diversão é chupar mão.
Começo pelo dedão. Aí tiro o dedão e chupo o indicador. Depois tiro esse e chupo outro. Escolho o melhor e depois chupo todos ao mesmo tempo.
Foi assim que numa tarde chuvosa me distrai e engoli toda minha mão.
E quando me dei conta estava virado pelo avesso.
Avistei um coração: TUM-TUM... TUM-TUM... TUMTUMBATENDO.
ESSE SOU EU POR DENTRO!
Ouvi os sons da casa, de quando estava  “do direito”.
Ma os sons de dentro eram mais vivos!
Escutava as ondas de sangue correndo nas veias.
Ouvia um ronco que vinha do estômago e parecia o fusca do Vô Simão.
Escutei mais ou menos uns PUF-PUFSsss na barriga. O que seriam?
Dei meia volta e já ia saindo quando olhei para cima e avistei umas luzes fascinantes.
Eram pequeninas raízes iluminadas que se tocavam e reluziam.
Relâmpagos de idéias coloridas!
QUE MARAVILHA!
Num canto havia pedaços de lembranças recortadas e coladas num arquivo.
Noutro canto viviam símbolos, números, letras e palavras se unindo para construir um edifício sem fim.
E eu queria mesmo era ficar por lá e tentar descobrir onde eram fabricados os sonhos e as idéias brilhantes que de vez em quando eu tinha.
Mas apareceu um tal de MEDÃO que falou grosso e devagar;
- V O L T E   P R O   S E U   L U G A R.  Cada coisa no seu canto.
Eu assustado comecei a procurar a boca,  que era o túnel. Parecia  um caminho enorme e distante com o eco do medo atrás de mim.
A salvação veio quando acenderam a luz da sala. Eu abri a boca de sono e  avistei a saída.
- UFA!
- Menino você dormiu no sofá e quase engoliu sua mão.
Dormi? Não pai. Viajei de AVIMÃOIII   
 
 
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