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Era uma vez 1,2,3... Acordando Histórias O Encontro apresentará brevemente o universo da Literatura Infantil e suas possibilidades, introduzindo o participante no ato de contar histórias, com algumas técnicas de contação e sugestões para repertório. Quando? 18/07/2009 - sábado Horário - Das 9h30 às 13h30 Local - Próximo ao Metrô Tucuruvi – SP GARANTA SUA VAGA! Rita Nasser * Todos os direitos reservados.Faço FESTA com as palavras. Estou em constante processo de criação. Mais de 50 histórias para publicação. Quando escrevemos respiramos, sonhamos, vivemos palavras. Todos sonham, é fato. Só os poetas acordam as palavras. June 14 POR QUE CONTAR HISTÓRIASContar histórias é mais importante que tudo.
Elas não podem e não devem servir só para ensinar. As histórias deveriam ser contadas para encantar apenas. E neste "apenas" cabe todo o mundo dentro! Rita Nasser June 13 UM POUCO DE TUDOUm pouco de Fernando Pessoa:
Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive. *********** O que faço com tanta poesia Entalada na garganta? - Canta, canta, canta!
(eu) ***************
P o e m i n h a d o C o n t r a *************** April 03 FALARES E PENSARES
Eu penso muito na desmotivação do leitor. Particularmente não gosto da expressão FORMAR LEITOR. FORMAR assemelha-se a enformar, pôr na forma. Eu penso em encantar, desabrochar leitores. Há bem pouco tempo resolvi usar outras formas de “lançar” minhas histórias: Contando ou apenas lendo para crianças e adultos, enviando para amigos, colocando em sites que considero bons, enfim à minha moda. E a partir daí comecei a enxergar meus leitores. Descobri uma coisa boa também: Tem muita gente que gosta de ler. Gente simples que aprecia tanto um bom texto como uma frase carregada de emoção. Gente que sente o texto. Respira fundo, suspira, sorri ou ri, enxuga uma lágrima, meio discretamente. Gente que pode até nem conhecer uma biblioteca e que talvez não compre livros. O livro é o sonho, a meta do escritor, com certeza. Mas a não publicação não pode e não deve destruí-lo. A vontade de escrever é maior e rompe as amarras do desânimo. Aqueeeeeeeela criança que sempre gostou de ouvir histórias, talvez comece a ficar desmotivada quando na própria escola não encontra liberdade para ir à biblioteca e “abraçar” o que quiser ou ainda, quando encontra a porta trancada. * Esta semana “reencontrei” nas esquinas virtuais uma amiga de infância que hoje mora "do outro lado do mundo", no Japão. Sabe o que ela me disse? Se eu me lembrava de um livrinho de história da nossa infância, com a ilustração de duas velhinhas. (...) Ela ficava pensando que nós duas éramos as duas velhinhas... rsrsrsrsr Imaginem! Eram tantas as coisas que íamos lembrando, mas as histórias estavam muito bem guardadas na nossa mais tenra infância e sentimos carinho e saudade, uma coisa inexplicável.
Rita Nasser 03/04/2007
January 08 DESTRAVA A FALA* Estou criando minha versão do trava-línguas e seu nome é:
DESTRAVA A FALA
ENGARRAFAMENTO
EUGÊNIO NO BANCO DE TRÁS DO CARRO,
NO TRÁFEGO ENGARRAFADO,
TEM MIL SONHOS ENGARRAFADINHOS.
QUEM DESENGARRAFAR UM PENSAMENTO
SERÁ O MELHOR DESENGARRAFADOR DE IDÉIAS GENIAIS.
E ESCREVERÁ EM LETRAS GARRAFAIS:
EU GÊNIO!
************
PROBLEMAS
PRIMO PLÍNIO
TINHA PROBLEMAS,
NO PLURAL.
PALAVRAS,
PLACAS,
PLANTAS,
TUDO BEM.
MAS O PROBLEMA DO PRIMO PLÍNIO
ESTAVA COM PORTÕES E COM CÃES,
ELE MORRIA DE MEDO DE CACHORRO.
ERA UMA VEZ...
Textos Originais com registro na FBN
I
ROMÃO
Meu nome é Romão.
“Ro” por causa do meu avô Roberto e “Mão” por causa do meu avô Simão.
Acho que é por causa do meu nome que eu adoro mão. I
As paredes aqui de casa estão cheias de mãos, meu caderno de desenho tem mão de todo jeito. I
Quando não estou brincando com meus amigos a minha maior diversão é chupar mão.
Começo pelo dedão. Aí tiro o dedão e chupo o indicador. Depois tiro esse e chupo outro. Escolho o melhor e depois chupo todos ao mesmo tempo.
Foi assim que numa tarde chuvosa me distrai e engoli toda minha mão.
E quando me dei conta estava virado pelo avesso.
Avistei um coração: TUM-TUM... TUM-TUM... TUMTUMBATENDO.
ESSE SOU EU POR DENTRO!
Ouvi os sons da casa, de quando estava “do direito”.
Ma os sons de dentro eram mais vivos!
Escutava as ondas de sangue correndo nas veias.
Ouvia um ronco que vinha do estômago e parecia o fusca do Vô Simão.
Escutei mais ou menos uns PUF-PUFSsss na barriga. O que seriam?
Dei meia volta e já ia saindo quando olhei para cima e avistei umas luzes fascinantes.
Eram pequeninas raízes iluminadas que se tocavam e reluziam.
Relâmpagos de idéias coloridas!
QUE MARAVILHA!
Num canto havia pedaços de lembranças recortadas e coladas num arquivo.
Noutro canto viviam símbolos, números, letras e palavras se unindo para construir um edifício sem fim.
E eu queria mesmo era ficar por lá e tentar descobrir onde eram fabricados os sonhos e as idéias brilhantes que de vez em quando eu tinha.
Mas apareceu um tal de MEDÃO que falou grosso e devagar;
- V O L T E P R O S E U L U G A R. Cada coisa no seu canto.
Eu assustado comecei a procurar a boca, que era o túnel. Parecia um caminho enorme e distante com o eco do medo atrás de mim.
A salvação veio quando acenderam a luz da sala. Eu abri a boca de sono e avistei a saída.
- UFA!
- Menino você dormiu no sofá e quase engoliu sua mão.
Dormi? Não pai. Viajei de AVIMÃOIII
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